Interativo: recorde de
aprovações 2013
Só
em universidades públicas foram mais de 200
Por
Marília, Lara e Gabriela L.
Neste ano, o colégio Interativo obteve
recorde em aprovações nas melhores universidades públicas do Brasil como USP,
UNESP, UFSCar, UNICAMP, UEL, UFLA, entre outras. Foram mais de 200 somente em universidades públicas.
A cada ano, esse índice aumenta
exponencialmente. Praticamente todos os alunos que prestaram exames
vestibulares no terceiro ano do ensino médio passaram. Proporcionalmente, esses
números tornam-se ainda maiores.
Para ajudar os alunos, a escola
oferece aulas de apoio no período inverso ao das aulas; aulas de aprofundamento
em matemática para competições (olimpíadas); aulas de redação (para o terceiro ano
e curso pré-vestibular); curso voltado para o ENEM; simulados bimestrais
durante todo o ensino médio; provas semanais etc.
Enfim, tudo é elaborado para o aluno alcançar suas metas e realizar seus
sonhos.
Entrevista
com os professores Caê e Deivid
Por Tayná Bertacine de
Almeida, Mariana Gianei e Meroly Alba
Nós, membros do blog ‘’Segundo os segundos’’,
tivemos o prazer de entrevistar dois dos professores do Curso e Colégio
Interativo, o professor de geografia Carlos Eduardo Oliveira (Caê) e o
Professor de física Deivid Nardin, que falam sobre seu trabalho e fornecem
dicas para os alunos que irão prestar vestibular nos próximos anos. E desde já
agradecemos aos dois professores pela participação.
Blog: Como foi a sua
infância em relação aos estudos?
Caê: Durante minha
infância, eu fui uma criança que se dedicou bem aos estudos. Na verdade, sempre
gostei de estudar, principalmente as disciplinas relacionadas com as Ciências
Humanas e linguagens. A Biologia também sempre foi uma disciplina que me chamou
a atenção.
Deivid: Eu não fui um aluno
nota 10, mais não tirava notas abaixo da média, eu era considerado aquele aluno
que estudava para tirar nota. Tive uma educação em casa que prezava muito os
estudos, meus pais diziam que a única coisa que eles cobravam da gente era
estudar, então tanto eu quanto meus irmãos tínhamos obrigação de tirar notas
acima da média.
Blog: Quando se formou no
E.M. já sabia qual curso seguir?
Caê: Sim. Desde o começo do
meu 3º ano, em 2005, eu sabia que queria prestar Ciências Sociais.
Deivid: Sim, quando me
formei no 3º ano do ensino médio já sabia que queria fazer física.
Blog: Qual faculdade você
cursou?
Caê: Curso de Bacharel em
Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos.
Deivid: Cursei Licenciatura
em Ciências exatas na USP – Campus São Carlos.
Blog: Porque decidiu
lecionar?
Caê: Ser professor é uma
função de suma importância dentro da sociedade. Não digo isso porque sou
professor, mas realmente acho minha profissão muito nobre e digna. Além disso,
a convivência com os alunos me diverte e me ensina muita coisa. Eu comecei a
lecionar porque sempre me imaginei como professor. Era algo que eu realmente
gostaria de fazer.
Deivid: Sempre gostei de
conversar com as pessoas, e eu aprendi que passar um pouquinho de conhecimento
adquirido para outras pessoas é uma coisa que traz muita satisfação.
Blog: Fale sobre algum
fato engraçado ou curioso que você já presenciou em sala de aula.
Caê: Toda vez que eu
tento falar inglês na sala sempre acontece algo engraçado.
Deivid: Lembro-me de uma
aluna que conseguia chorar a qualquer momento, e em uma aula minha ela começou
a chorar desesperadamente e eu não sabia o que fazer para ajudá-la, aí depois
de ver a minha cara de desespero ela começou a rir e aí me contou. Naquela hora
bateu um desespero, depois era só fingimento e todos caíram na risada.
Blog: Existe algum sonho
que ainda deseja realizar?
Caê: Sim, tenho muitos
sonhos a serem realizados. Acho que construir uma bela família é o maior deles.
Deivid: Tenho o sonho de ser
pai, acho que é um momento especial.
Blog: Se defina em uma
frase ou palavra
Caê: Essa é difícil. Pode
ser em 3 palavras? (risos) Eterno aprendiz
e temperamental.
Deivid: Nunca perca a
criança que tem dentro de você, ela te traz alegria e alegria é tudo...
Blog: Qual foi sua maior
dificuldade quando prestou vestibular e qual dica você daria aos alunos que vão
prestar nos próximos anos?
Caê: Acho que a maior
dificuldade de todo vestibulando é organizar o tempo de estudo, além de saber
como conciliar a vida de estudos com a vida pessoal.
Primeira
dica:
Aproveite muito bem todos os anos escolares. Fazer um ensino médio com
seriedade é essencial para se preparar bem para os vestibulares.
Segunda
dica:
Ficar “antenado” com aquilo que está acontecendo no mundo. Leiam jornais,
revistas, assistam telejornais, filmes, busquem o que há de mais interessante
na internet.
Terceira
dica:
Mantenham o máximo possível de diálogo com os seus professores, pois eles podem
ajudar vocês a trilhar caminhos mais fáceis rumo às grandes universidades.
Quarta
dica:
Organizem o tempo de vocês e saibam aproveitar a vida pessoal sem interferir
nos estudos.
Deivid: Uma das dificuldades
é o nervosismo, eu passei por isso e sei que todos passam, mas a dica que eu
tenho é relaxe, acalme-se você se preparou muito para este
momento, você está pronto é só confiar em si e tentar se acalmar que tudo dá
certo.
Entrevista
com a inspetora Maria
Por Luísa Araújo, Ana Carolina Gonçalves e
Gabriela Casale
A escolha por entrevistarmos a inspetora
Maria Valentina Afonso de Moraes deve-se ao fato de 14 anos de trabalho e
dedicação no colégio em que estudamos, Interativo, e ao maior contato conosco,
os alunos. Por estar presente desde o momento em que entramos na escola, nos
orientando aos fatos cotidianos. Incluindo regras, disciplinas, inclusão
social, e até mesmo nos ajudando nos problemas pessoais.
Como os alunos a tratam no colégio?
Os alunos me tratam muito bem.
Sobre o estresse do dia-a-dia. Como você lida
com ele?
Eu tento me controlar ao máximo para não sair
do controle, porque tenho que ser balanceada, senão... (risos)
Para você, é mais difícil sua relação com os
alunos, ou com os funcionários?
Com os funcionários. Pois com os alunos é
mais fácil de lidar.
Qual a parte mais complicada em lidar com os
alunos?
A parte mais difícil, para mim, é o controle
sobre a regra do uniforme completo.
Já ocorreram desentendimentos ou falta de
respeito nessa relação inspetor-aluno?
Já.
Qual foi a atitude tomada?
Quando o aluno me trata com falta de
respeito, eu o encaminho para a diretora, pois eu mesma não posso tomar
atitudes, portanto, a diretoria se reúne, e toma as devidas providências.
Você fica muito cansada com o seu trabalho no
final de semana?
Não, porque eu gosto do que eu faço. Quando a
pessoa não gosta do que faz, acaba ficando estressante, agora quando a pessoa
gosta...
Já pensou em seguir outra profissão e deixar
a escola?
Não.
A fusão da vida profissional e social ocorre
frequentemente ou os estudantes sabem distinguir seu jeito de ser, do seu
trabalho?
Não, sou rígida aqui na escola e quando
necessário fora dela.
Para finalizar, gostaria de dizer algo aos
alunos ou funcionários do colégio?
Sim.
Aos alunos, que eu os trato com muito amor e carinho. Aos funcionários que
gosto de trabalhar com eles e compartilhar momentos, pois fazem parte da
convivência do meu dia-a-dia.
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Gilberto
posa para foto com os alunos Matheus Rosalis, Ligia Gallassi e Caio Keven
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Entrevista com o professor Soiza
Por Lucas, Renan, Diego e Gabriel
Nós, integrantes do blog Segundos os Segundos, entrevistamos o professor Edson de Souza do Colégio Interativo, que é formado em química na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sendo assim, conseguimos algumas informações a respeito desse ilustre professor.
SS: Sobre o vestibular , o que o senhor espera dos alunos? Você acredita que eles estejam se empenhando o suficiente?
Soiza: Eu espero que eles se preparem e se esforcem para passar numa grande universidade garantindo uma boa qualidade de vida e uma remuneração digna no futuro, porém eu acredito que os alunos estejam se empenhando bastante.
SS: Há quantos anos, exatamente, o senhor leciona?
R: Dando aulas apenas em escolas particulares, completei trinta e um (31) anos de profissão.
SS: Por qual motivo o senhor se tornou professor? O que o levou a ser professor de química?
Soiza: Escolhi ser professor por causa da condição financeira de meus pais. E me especializei na área de química devido à influência de um professor na escola.
SS: Qual o acontecimento mais inusitado que o senhor já presenciou no tempo em que deu aula?
Soiza: Um aluno detestava química no 1º colegial e escolheu um curso de química ao passar no vestibular.
SS: O senhor era bom aluno na escola?
Soiza: Sim, procurei sempre me dedicar.
SS: Quais as maiores dificuldades encontradas pelo senhor em sala de aula?
Soiza: Muitas, porém a maior delas é conseguir a atenção dos alunos os quais se distraem com muita facilidade.
SS: Qual o motivo do senhor ser conhecido pelo apelido ''Soiza''?
Soiza: Na época em que eu estava no tiro de guerra, passava um programa produzido pela rede globo por nome Chico City, em que havia dois personagens conhecidos como ''Popó e Soiza''. A partir desse programa meus colegas viram em minha farda o sobrenome Souza e me apelidaram de Soiza que era um dos atores principais do show humorístico apresentado na direção de Chico Anísio. (Diretor e ator mais importante do humor brasileiro).
SS: Qual a faculdade que o senhor cursou? Qual a sua opinião em relação ao ensino?
Soiza: Cursei na UFSCar (química) e achei o ensino dela excelente.
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Entrevista com Maurílio Guereste Neto
Por Gabriel Teodoro Batista, Luis Felipe Zanquim, Vitor Gomes
Nessa semana observamos pelo colégio que dentre os alunos há uma diversidade muito grande de atividades sendo praticadas, e um aluno que faz uma modalidade de um esporte ainda pouco conhecido no país. E já ganhou muitos prêmios, nos chamou a atenção, e decidimos lhe fazer algumas perguntas, Maurílio Guereste Neto, 16 anos, que cursa o 2° ano do ensino médio, no Colégio Interativo São Carlos. Conta-nos tudo sobre Triathlon e como é se dividir entre os estudos e a modalidade.
SOS: Maurílio quanto tempo pratica a modalidade de Triathlon?
M: Eu treinei por dois anos, de janeiro de 2010 a maio de 2012 ... Apesar de que desde criança já praticava as três partes da modalidade: natação, ciclismo e corrida .
SOS: Como se iniciou no esporte?
M: Foi Pelo meu pai! Após ficar sabendo de um projeto com este esporte que estava sendo feito no SESI São Carlos, me convidou para praticar, e eu com curiosidade sobre o esporte aceitei.
SOS: Após começar, o que você achou do esporte?
M: Foi uma sensação muito boa e também muito nova, de aprendizado, satisfação e tudo mais, poder aprender e superar seus limites logo me deixou muito feliz com o que estava fazendo.
SOS: Você já esteve em alguma competição e já foi premiado?
M: Oh sim, já fui a vários campeonatos e já visitei várias cidades por causa das competições. Por exemplo, campeonato em Santos, Porto Ferreira, e até mesmo aqui na cidade de São Carlos. Já ganhei diversos prêmios e mesmo sendo uma modalidade pequena e muito bem disputada sempre peguei o pódio entre os três melhores lugares.
SOS: Como você descreveria o esporte?
M: Eu descreveria como um esporte totalmente de superação e sem limites, onde vemos como um exemplo, que quando o seu corpo pede para parar, sua força e seu psicológico te ajudam a ficar disposto até o último momento, algo muito intrigante e excepcional.
SOS: Como você conciliava o esporte com o estudo?
M: Eu procurava estudar no tempo livre antes de um treino ou após um treino, mas nunca deixei de estudar, procurei balancear as duas coisas e não deixar faltar nada no meu dia-a-dia.
SOS: O que você diria para alguém que deseja praticar a modalidade?
M: “CUIDADO. Se começar pode se apaixonar!”
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Colégio Interativo promove sua 13º festa junina
Aconteceu na quarta-feira (06) o XIII Arraiá do Interativo na ABASC (Associação Beneficente dos Alfaiates de São Carlos) com a participação de alunos, pais, professores e diretores.
Por Caio Keven, Ligia Galassi, Monisy Ariel e Vinicius Lucidio
Na quarta-feira (06) o colégio Interativo organizou sua tradicional festa junina pelo 13º ano. Este ano com direito a algumas novidades, como a mudança da confraternização para a ABASC. Outra mudança é a escolha dos alunos do terceiro que até então era a quadrilha do trocado, mas este ano foi cada aluno no seu gênero.
Antes da festa havia uma grande expectativa, tanto dos alunos, quanto da coordenação. ‘’Eu espero que os alunos divirtam-se muito com seus pais e professores’’ afirmou a coordenadora Vânia Eliza Geraldo Siqueira, e pelo visto as expectativas foram alcançadas.
A festa teve direito a bingo, pescaria, cadeia, comidas típicas e a tradicional quadrilha. A animação do bingo ficou por conta do professor Sebá e da diretora do colégio Dona Cleide. A quadrilha foi bem animada com direito a casamento, padre e muita diversão. Apesar do mau tempo a confraternização teve um grande público e todos se divertiram bastante. A festa seguiu com muita animação e alegria e todos puderam relaxar e tirar um tempo livre dos estudos e do trabalho para se reunirem na confraternização. Ano que vem tem mais!
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Entrevista com a professora Carol
Alunos posam para foto junto com a professora Carol e sua filha Iza
Nós do blog Segundo Os Segundos entrevistamos a professora Caroline Bortolozzo Duci (31), formada em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela UFSCar, e matamos algumas curiosidades nossas e de outros alunos. Também perguntamos a opinião dela sobre assuntos polêmicos, como a educação no Brasil e o aborto de fetos anencéfalos.
Por Ligia Galassi, Monisy Ariel, Vinicius Lucidio e Caio Keven
SS - O que você cursou e onde?
Carol - Eu fiz Ciências Biológicas Licenciatura e Bacharelado na Federal de São Carlos (UFSCAR)
SS - O que te levou a cursar a área de biológicas?
Carol- Eu sempre gostei da área de biológicas, mesmo antes do colegial eu já gostava de ciências. E isso já era bem claro pra mim. Mas o curso dentro das ciências biológicas, eu ainda estava muito em dúvida no meu terceiro colegial. Eu estava entre medicina, odontologia, farmácia, bioquímica, porque eu gostava muito de química também. Mas que eu queria ciências biológicas eu já sabia desde pequena porque eu sempre gostei de bichos, de plantas e etc.
SS - Quais as maiores dificuldades que você encontra em sala de aula?
Carol - No começo da minha carreira, eu pensava que seria atrair a atenção da turma. Porque é difícil conseguir o silêncio. A falta de disciplina dos alunos era o que me assustava. E por que isso acontece? Porque os alunos não se interessam pelo assunto, pela aula. Às vezes não é nem por conta da pessoa, é mais pelo assunto. Então desde o princípio eu me preocupei muito em tornar a aula atrativa, para evitar esse tipo de problema que eu achava que existia, a falta de disciplina. Por sorte eu nunca tive esse problema. Eu me preocupo sempre em passar a informação de uma forma divertida e agradável. Acredito que eu consigo fazer isso.
SS - Você se sente plenamente realizada como professora?
Carol - Sim. Entrei em 2002 na escola desde que eu comecei como monitora. Entrou uma galera junto comigo na monitoria como o Franco, o Rocky, o Xico. E sim eu estou plenamente realizada, gosto da minha profissão, faço com carinho. E também serve pra tirar um pouco do peso, do cansaço porque toda profissão é cansativa e exige da gente. Mas quando você faz o que gosta então tudo fica bem mais fácil.
SS - Como é sua rotina como mãe, esposa e professora?
Carol - É difícil, acho que as olheiras falam por mim. A semana passa muito rápido, é muito trabalhoso porque ser mãe é muito exigente, né Iza? (risos) Mas é extremamente prazeroso. É realmente bem difícil conciliar os três. A Iza, por exemplo, não tem hora marcada pra ela, ou seja, ela é quem manda nos meus horários. E o Paulada me ajuda muito, ele faz o papel de pai certinho.
SS - Você acha que por ter pais professores a Iza vai ser muito pressionada para ser uma boa aluna?
Carol - Não, eu tenho plena consciência de que se ela não quiser seguir a linhagem dos pais, ela vai ser livre. Nós estamos tentando criar ela para que ela faça as suas escolhas. Porque assim como eu tive direito de escolher a minha profissão e com ela eu estou extremamente feliz, eu quero que minha filha faça as escolhas que ela quiser. E justamente por ter pais professores, nós já conhecemos esse drama que é os pais quererem que os filhos sigam uma profissão já determinada por eles, que nem sempre é o que os alunos querem.
SS - Qual foi o acontecimento mais inusitado que você já presenciou em sala de aula?
Carol - Uma vez em Araraquara eu estava dando aula para o terceiro colegial e eu comecei a sentir um cheiro de torrada. Aí eu fiquei perguntando de onde vinha o cheiro, eu achei que as "tias" estavam fazendo torradas, aí de repente ouvi umas risadas e fui lá no fundo da classe ver o que estava acontecendo, então eu vi um grupinho com um saco de pão de forma, manteiga e uma torradeira. E pra minha surpresa um desses alunos era o meu primo. Eles me falaram que estavam fazendo lanche para o intervalo (risos). Mas essa foi realmente a mais inusitada de todas.
SS - Você já pensou em mudar de curso quando estava na faculdade?
Carol - Nos dois primeiros anos, como o curso é muito básico, eu ficava imaginando "nossa, quando eu vou colocar a mão na massa de verdade", então nesse período eu fiquei muito em dúvida. Tanto que no primeiro ano fiquei com certo receio de continuar no curso, eu quase cheguei a desistir. Mas aí eu decidi buscar estágios, eu fiz citogenética e pude entrar de verdade na biologia. Foi isso que me acalmou.
SS - Onde você acha que devem começar as mudanças para melhorar a educação no Brasil?
Carol - O aluno precisa entender primeiro o porquê ele estuda, eu canso de ouvir gente perguntando “por que tenho que estudar isso?”. No Brasil, é um caso à parte, o povo brasileiro tem essa formação de que a educação não vai fazer o indivíduo ganhar dinheiro. Então está tudo completamente vinculado a essa ideia de sucesso financeiro com a educação. No nosso país o indivíduo não estuda, dá a sorte de se dar bem financeiramente e tem uma boa vida sem ter estudado. Eu acredito que para a melhora da educação precisamos mudar o pensamento sobre a necessidade de estudo. Porque o saber é gostoso, não saber não é gostoso. É o famoso jeitinho brasileiro, ou seja, a gente arruma um jeitinho pra tudo, e isto faz com que as pessoas percam o interesse de estudar.
SS - Há quanto tempo você leciona no colégio Interativo?
Carol - Dez anos.
SS - Como professora de biologia o que você acha sobre a legalização de aborto dos anencéfalos?
Carol - Eu sou a favor do aborto em casos extremos. Porque biologicamente esse ser não terá vida, é impossível alguém sobreviver sem cérebro. O feto não é um ser vivo para a biologia. Se o ser anencéfalo for descoberto logo no início da gravidez, para mim é saúde pra mulher tanto física como psicologicamente. Mas eu sou contra o aborto desnecessário, até porque existem tantas formas para se prevenir. Eu vi em um documentário que no Reino Unido o aborto é legalizado, não importam as circunstâncias, mas em todas as mulheres que fazem o aborto eu percebi que existe um grande abalo psicológico.
SS - O que você deseja no seu futuro?
Carol - Eu desejo continuar dando aula, trabalhando bastante com alunos porque eu gosto. Pretendo dar aula pra minha filha, é um sonho, vamos ver se eu concretizo. Eu desejo seguir longe e quanto mais contato eu tiver com novos alunos melhor.
SS - Uma curiosidade nossa e de vários outros alunos: quantas tatuagens você tem, quais são e o que elas significam pra você?
Carol - Sério? Que engraçado (risos). Eu me preocupo muito em fazer tatuagens que não apareçam, por exemplo, nas costas. Eu tenho essa tatuagem [no pulso] que é meu signo, o de virgem. Essa tatuagem não tem muito significado, eu tava no estúdio da minha amiga e eu pedi pra ela e ela fez. Agora eu tenho essa nas costas que na verdade é uma só, começa no pescoço e vai até a virilha, é uma gueixa com umas flores, porque eu gosto muito de flor, eu atuo dentro da biologia na área de botânica. Eu adoro flor, tenho uma teônia, várias flores de cerejeira que na cultura japonesa significa longevidade e tenho uma gueixa guerreira. Essa gueixa guerreira é mais um sentimento meu de ser forte, não só na profissão. Gueixa porque eu gosto muito da cultura oriental. E eu tenho uma borboleta no meio das flores, eu sempre gostei de borboleta, porque meu avô me levava na fazenda dele e a gente ficava caçando borboleta. E ele era muito meu amigo, e ele morreu quando eu tinha dez anos, e eu senti muita falta e borboleta me faz lembrar dele.
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Entrevista com Conceição Aparecida Demampera, professora de língua portuguesa no município de Itirapina-SP
Por Felipe Eduardo Bueno, Guilherme M. e Leonardo O.
Entrevistamos Conceição Aparecida Demampera, professora de língua portuguesa no município de Itirapina-SP. Abaixo está o que ela acha do ensino brasileiro.
Segundo os Segundos - Na sua opinião, por que hoje em dia no Brasil, as escolas particulares estão melhores que as públicas?
Conceição - Na minha opinião, em escolas particulares os professores tem uma maior autoridade do que numa escola pública, e o aluno tem mais interesse em aprender, portanto a formação do cidadão é bem melhor.
SS - Qual seria a melhor solução para melhorar a qualidade do ensino público?
C - A participação dos pais ou responsáveis na vida escolar do aluno, fazendo com que o mesmo se interesse mais pelos estudos e também que o professor não falte tanto, pois, sendo substituído, cada um tem sua metodologia, e isso prejudica o ensino.
SS - Qual é a importância da escola na formação do jovem?
C - É na escola que os jovens descobrem suas habilidades, são estimulados para aprendizagem e são preparados para o futuro.
SS - Você prevê um futuro melhor ou pior na educação brasileira?
C - Eu como professora gostaria que a educação fosse um exemplo em nosso país, mas isto depende dos nossos governantes e também de nossos jovens.
SS - Qual é seu maior sonho como professora de língua portuguesa?
C - Meu maior sonho é que todos os alunos fossem leitores e soubessem escrever realmente.
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A situação das escolas de São Carlos
Por Matheus Rosalis, Marina,Giovanni e Gabriela Chuqui
Muitas pessoas ao serem questionadas sobre cidade já começam a imaginar buracos, falta de saneamento básico, educação ruim e outras coisas do gênero.
Nós, seres humanos, só reparamos nas coisas ruins, no que não deu certo. Dificilmente paramos para elogiar alguma coisa que foi feita na cidade.
Sem dúvida, toda cidade tem seus defeitos, por outro lado, muitas coisas boas acontecem. Mas é como se não tivessem acontecido.
Agora vamos focar um pouco só em educação, escolas.
Em São Carlos, nesse ano foram implantadas 12 novas escolas, além das 52 já existentes terem sido melhoradas.
Foram 1.843 netbooks entregues, lousas digitais e boletins online implantados para as escolas públicas.
A Prefeitura de São Carlos trabalha juntamente com o EJA (Educação de Jovens e Adultos). Desde 2009 já são Dois mil alunos alfabetizados.
Atividades físicas, educacionais, artísticas entre outras são realizadas fora da sala de aula, juntamente com alguns parceiros.
As escolas já possuem acessibilidade garantida para todos. Quadras foram cobertas para garantia de lazer dos jovens.
Grandes investimentos são direcionados para educação integral para as crianças. Essas possuem aulas de música, teatro, dança, natação e outras atividades.
Os gráficos são muito animadores.
Em 2009 eram 357 salas de aula, 100 computadores e 874 professores. Agora já são 391salas, 1.843 computadores e 1.179 professores.
Temos que participar um pouco mais das ações realizadas em nossa cidade, observarmos as coisas boas que acontecem e pararmos de blasfemar, cruzar os braços e culparmos os outros.
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Professor é agredido por aluno
Por Júlia, Gabriela, Ana Paula e Micael
O professor Régio Gilberto Dutra, de 36 anos, foi agredido por um aluno, de 12 anos, e sofreu ameaça do pai do adolescente em fevereiro de 2012. O garoto o agrediu com um pedaço de madeira e chutes, enquanto o pai ameaçava mandá-lo para a cadeia. O professor alega que segurou o braço do aluno ao receber o chute, para poder se defender.
Este não é o primeiro caso de violência escolar no Brasil, e também não é raro. Atualmente, falar dos direitos e deveres dos professores e seus alunos em sala de aula é um assunto muito polêmico.
Antigamente, os professores possuíam maior liberdade com relação aos seus métodos em sala de aula, o que assustava os alunos. Hoje, os estudantes não sentem a necessidade de respeitar seu educador, pois as punições escolares não oferecem grande perigo para eles. Violência não é necessária, mas rigidez, sim.
O aluno, agressor de Régio, exaltado, ameaçou-o dizendo que já esteve na prisão uma vez e que não tinha medo de voltar para lá. Isso nos obriga a questionar sobre a qualidade das punições a criminosos no Brasil e como elas podem estar apenas piorando a criminalidade no país.
Outra ocorrência que chama a atenção é o fato de a mãe do adolescente, Rafaela Loryni Coelho da Silva, de vinte e oito anos, ter apoiado a atitude agressiva do filho com relação ao professor, o que mostra a influência da família no comportamento dos filhos.
A violência escolar é mais complexa do que aparenta, e possui vários causadores. Não é um problema que acabará da noite para o dia, ao contrário, só está aumentando: mais casos de violência estão ocorrendo, e agora já chegou à escola. Um lugar cuja função é a educação.
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Interaginca mobiliza alunos e professores
Evento torna a semana mais divertida, agradável e competitiva
Por Karina Camizotti, Marina Cecon, Jéssica Custódio e Priscila Cardoso
No dia 14 de maio, começará a Gincana realizada no Curso e Colégio Interativo. Essa gincana ocorre há 13 anos envolvendo toda a escola desde funcionários, alunos e professores, em busca da vitória. Mas essa vitória não vem facilmente, os alunos organizam muitas reuniões e se comprometem com seus grupos decidindo nomes, buscando patrocínios, arrecadando alimentos e se unindo em busca de um objetivo em comum.
Mas como em todos os grupos, existem as famosas "panelinhas", que são ruins, pois entre os alunos que não se conhecem, acaba não ocorrendo a interação desejada pela escola e entre os grupos acabam existindo disputas não saudáveis, quando, por exemplo, um começa a ofender o outro, o que torna a competição não proveitosa e não atinge completamente o principal objetivo que é a diversão.
Há também as arrecadações de alimentos para pessoas necessitadas e uma semana de descanso de provas e aulas pesadas, fazendo com que os alunos criem metas para conquistarem a vitória.
Então, fique atento durante a gincana, ajude sua equipe, faça novas amizades, evite brigas e o mais importante de tudo: divirta-se.
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Que comece a XIII Interaginca!
Gincana do Interativo tem início no próximo dia 14
Por Fernanda Sabadini, Guilherme Celeghini, Gabriel Martins e Maurilio Neto
Neste ano acontece a XIII gincana do interativo, uma competição entre equipes formada por alunos que é voltada para o trabalho em equipe e também a doação de alimentos e produtos que são destinados a instituições de caridade.
Na gincana deste ano serão quatro equipes - azul, laranja, verde, vermelha -; o número de equipes varia com a quantidade de alunos; como o número aumentou esse ano, a equipe vermelha foi adicionada para reduzir o número excessivo de alunos nas equipes.
O critério para a classificação na gincana é através de pontos ganhos em atividades esportivas, filantrópicas, de conhecimentos gerais, danças e também atividades relâmpago no dia do encerramento da gincana.
Ao fim da gincana são somados todos os pontos arrecadados das atividades feitas pelos alunos, e os prêmios para as equipes são: 1º lugar - todos os integrantes ganham dois pontos na média bimestral -, e a diferença de pontos para o segundo é de 0,5 na nota e assim por diante do segundo para o terceiro e o quarto.
A gincana dura uma semana, de segunda-feira a sexta-feira, e um sábado para a festa de encerramento com apresentações musicais e muita diversão. Na semana seguinte, a comissão organizadora junta os alimentos e produtos arrecadados pelas equipes e leva até as instituições de caridade.
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Entrevista com uma educadora do setor público de ensino
Por Ariele, Jennyfer, Lulliana e João Ricardo
Em nome do “Segundo os Segundos”, entrevistamos uma educadora (que preferiu não se identificar) que trabalha no setor público para saber como está a qualidade do ensino nos dias atuais, quais são os problemas que estão ocorrendo na educação e quais são as possíveis melhorias que poderiam ser feitas para que o ensino do nosso país melhorasse.
SS - Qual a sua opinião sobre a educação nas escolas públicas?
MI - Está indo mal, pelo menos do 6º ano para frente, porque os alunos chegam com uma defasagem muito grande e cada vez mais sem limites e a escola está de mãos atadas, pois não há muito que fazer. A família não consegue nem ajudar mais os filhos, não tem tempo de acompanhá-los nas lições escolares, e a escola não está preparada para receber esses alunos do jeito que estão chegando. Muito menos na parte tecnológica, que está escassa nas escolas e cheia de problemas. Não existe retenção de série, e acabam passando sabendo muito pouco.
SS - O que você acha que está gerando esses problemas no ensino das escolas públicas?
MI - A falta dos pais estarem presentes no estudo, os problemas familiares que acabam afetando os alunos, a falta de perspectiva do aluno, e falta do governo investir no ensino.
SS - Você dá aula na prefeitura ou no estado? Tem alguma diferença ente as duas escolas?
MI - Nos dois. Existe muita diferença; a escola da prefeitura é melhor porque os problemas são resolvidos mais facilmente, mas ainda existem muitos problemas, como falta de professores.
SS - Como está a situação da infraestrutura das escolas?
MI - A parte física da prefeitura está melhor, mas o estado está bem precário em tudo. Funcionários há, mas não há educadores suficientes para atender e resolver de imediato os problemas (defasagem e indisciplina...)
SS - E a qualidade com relação aos educadores? Está faltando algo?
MI - Estão faltando melhorias no salário para poderem investir na melhoria da qualificação dos educadores e está faltando tempo para eles investirem nos próprios estudos e reconhecimento da “classe” como era no passado.
SS - O que você acha do interesse dos alunos de hoje em dia com relação à escola?
MI - A grande maioria não tem nenhum interesse, só vão por pressão dos pais e das próprias leis e assim acabam atrapalhando a qualidade das aulas e prejudicando assim os alunos que têm interesse em estudar e aprender.
SS - O que você acha que está faltando nas escolas para aumentar o interesse dos alunos?
MI - Jogos interdisciplinares, atividades para eles interagirem entre si, melhores tecnologias para serem usadas durante as aulas com salas específicas para essas aulas diferenciadas.
SS - Qual você acha que vai ser o futuro das escolas no Brasil se a educação continuar dessa maneira?
MI - Não vai haver mais professores para dar aulas, porque não há propostas por parte do governo para melhorias nos salários e na valorização dos educadores. Não há reconhecimento da pessoa do educador.
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Mudança no
calendário e no humor da escola
Alunos
discordam da mudança no calendário relacionada à Interaginca, que começaria no
dia 23 de abril e agora começará no dia 14 de maio
Por
Bruna Bianchi, Giovanna Z. de Mello, Giovanna Simões e Mariana de Campos
Foi
anunciado pelo professor PG, nesta terça-feira (27), que aconteceria uma
mudança no calendário escolar do Colégio. A gincana da escola, que aconteceria
na última semana de abril, vai acontecer durante os dias 14 a 19 de maio. Porém,
isso só foi realmente confirmado nesta quarta-feira (28), quando a inspetora de
alunos, Maria, entregou aos mesmos o novo calendário.
Durante
todo o ano letivo acontecem atividades extracurriculares no Colégio Interativo,
como viagens, feira de ciências e apresentações musicais. Entre essas
atividades está a Interaginca, uma gincana inteiramente voltada para a diversão
e a conscientização dos alunos. Entretanto, esses não ficaram muito animados em
saber que demorariam mais sete semanas para participarem do tão esperado
evento. Isso se dá graças à ansiedade dos estudantes de saber quem caiu na sua
equipe, escolher o nome da equipe, cumprir os trotes, jogar e levar as prendas.
Uma
das provas que mais conta pontos é a da cesta básica, em que a equipe que levar
mais cestas, ganha mais pontos, podendo até virar o jogo. O mais interessante, e o que nos leva ao
possível segundo motivo da discórdia causada pela mudança de data, é que
durante o evento, os alunos se separarão em quatro, pois são quatro equipes e
cada um dá o máximo de si pela sua.
Todas
as cestas arrecadadas pelas equipes são doadas para instituições de São Carlos,
e depois da contagem, as vans e peruas vão até a escola buscar os alimentos e
toda a rivalidade da gincana some, fazendo com que os alunos ajudem uns aos
outros em prol de uma causa boa. Além disso, todas as outras prendas
arrecadadas durante a semana (como leite, sabonete e o clássico agasalho)
também é doado.
Outra
novidade é que, como dito acima, serão quatro equipes e não mais três como no
ano passado. Mas o que muitos não sabem é que essa quarta equipe já existia,
mas foi tirada de jogo graças a uma discussão passada de que “essa equipe ganha
todo ano, então vamos tirá-la da gincana”. Porém, essa solução deixou três
equipes com muitos alunos cada, fazendo com que esse ano a quarta equipe
voltasse.
Além
da diversão e das interrupções durante as aulas, tão esperada pelos estudantes
não tão aplicados, a gincana garante pontos para os alunos no boletim nas
matérias escolhidas. Talvez esse seja um terceiro motivo para o desagrado dos
jovens quanto à mudança de data.
---
Entrevista com o Professor Itapê
Por Bruna Marina Cardozo,
Fernanda Ortiz Pacheco, Inaê Cristina, Maria Eugênia
Antônio
de Almeida Junior (58), conhecido por todos como Itapê (apelido que veio de sua
cidade natal, Itapetininga, interior de São Paulo), contou-nos um pouquinho
sobre sua vida. Engenheiro Civil formado pela USP, atualmente cursa Letras pela
UNIFRAN (ensino a distância). Fez dois anos de Artes Cênicas na UNICAMP, e
leciona em três escolas, sendo uma delas um trabalho comunitário. Nós, Bruna Cardozo,
Fernanda Pacheco, Inaê Cristina e Maria Eugênia
tivemos a honra de entrevistá-lo para o Blog “Segundo os Segundos”.
SS – Sua opinião sobre o ENEM. O que espera de seus alunos?
Itapê - O ENEM é ma prova muito extensa, cansativa. Não é o tipo de
exame que você faz “decoreba”, e também não tem matérias especificas. O mais
interessante da prova é a interdisciplinaridade que existe: colocam uma questão
de literatura, com um triângulo amoroso, e no final pedem pra você calcular
algo de matemática (risos).
SS – Qual sua banda/músicas, livros e filmes preferidos?
Itapê - Gosto muito de Skank, Jota Quest, The Beatles, Gênesis.
Músicas: Chorinho, música popular brasileira. Livro: "Viagens na Minha Terra" (Almeida Garret). Filme: "A pele que habito" (Pedro Almodóvar)
SS – O mito sobre o qual todos querem saber: quem deu aula pra quem,
Itapê ou Soiza?
Itapê - Nenhum dos dois. (risos) Nós entramos na faculdade no mesmo
ano, ele estudou e se deu mal (referindo-se ao Soiza) e foi estudar na Federal.
Somos amigos de geração, só que em escolas diferentes. De professor aqui da
escola, eu dei aula para o João Emílio e para o Beato.
SS – Se você não fosse professor, qual profissão escolheria?
Itapê - Bem, no começo eu queria ser ator, mas depois vi que seria
muito difícil, depois ainda pensei em advocacia.
SS – Como era sua postura na escola?
Itapê - Eu era muito inteligente, CDF, acho que meus pais e a
professora me cobravam demais, e eu só tirava 10. Isso foi até entrar na
faculdade, na USP, uma das mais concorridas, e aí tudo isso acabou.
SS – Você foi bem rígido com seus filhos? E como seus pais eram com
você?
Itapê - Meus pais foram bem rígidos comigo, mas não fui tanto com
os meus filhos. A mãe deles é psicóloga e trabalha com crianças, então ela me
ajudou muito a ter um “olhar diferente” sobre isso. Creio que deu certo, eles
ficaram pessoas de ética, com comportamento bom, doces e calmos.
SS – Qual sua opinião sobre a política, economia e educação no Brasil?
Itapê - Não vão bem. Poderiam ser melhores. O último governo
investiu muito, mas agora juntando todos os partidos, praticamente estão do
mesmo jeito. Em educação, que é minha aérea: eu fiz escola pública para entrar
na USP, só entravam nas mais concorridas alunos de escola pública.
SS – Ao longo de sua carreira, qual foi a coisa mais inusitada que
presenciou?
Itapê - Uma vez um aluno me perguntou se eu não trabalhava, só dava
aula. (risos).
SS – Qual a melhor e pior parte do seu trabalho?
Itapê - A melhor é estar na sala de aula, eu adoro. Mesmo que eu
acorde chateado com algo que aconteceu, ou cansado; essa é a pior parte,
acordar cedo. Voltando à questão de ser ator: entrar na sala de aula, ter esse
relacionamento com os alunos é o maior momento. Eu amo cantar, estar envolvido
com eles.
SS – Em sua opinião, quais são as profissões do futuro?
Itapê - Algo relacionado com internet, blogs, essas coisas.
Jornalismo também, a troca de informações. Vários jovens criam coisas
relacionadas a isso.
SS – Fale-nos uma coisa que as pessoas não imaginam sobre você.
Itapê - Sou muito sensível, exageradamente. Qualquer coisa me toca.
Até brinco: “inauguração do caixa eletrônico de tal banco” e eu já estou
chorando (risos).
SS – A dica para aqueles que irão prestar vestibular, e para aqueles
que não sabem que carreira seguir.
Itapê - Primeiro estudar muito. Para aqueles que não sabem o que
seguir, podem entrar em algum curso e não gostar, e acabar desistindo e
escolhendo outro. Fazer testes vocacionais é bom também, mas nunca ache que sua
profissão será definitiva, sempre pode mudar, eu sou exemplo disso.
SS – Qual foi a lição mais importante que aprendeu com a vida?
Itapê - Respeitar os outros.
SS – O que você acha/pensa sobre a tecnologia (internet)?
Itapê - Tenho aversão, até hoje não compreendo. Já comprei um
notebook, mas não deu certo. Meu filho sempre brinca comigo: “não morde, pai”
(risos), mas simplesmente não consigo.
SS – Como é lecionar no Colégio Interativo?
Itapê - Aqui é uma delícia. O Sebá, o Bacia e o Anta eram do CAASO.
Lá era o pessoal do campus, então sempre foi esse ambiente familiar. Eu
trabalho em outros colégios, mas aqui é definitivamente diferente. Há uma
união, todos aqui são especiais.
SS – O “Xou Vixe” é um grande evento da escola, e sabemos que você foi
um dos fundadores. Conte-nos um pouco dessa história e o que isso significa
para você.
Itapê - Nós tocávamos a gráfica do CAASO, e havia a participação de
todos. Criamos uma revista em quadrinhos que se chamava “Vixe”, e como
precisávamos divulgá-la, eu pensei em fazer um show, chamar algumas bandas e no
final distribuí-las. Começou aí e foi tão legal o show, que fazíamos isso todo
ano. Então eu me mudei e fiquei um tempo fora, mas quando entrei no Interativo,
com os mesmos professores, pensei que seria legal juntar todos e voltamos a
fazer o “Xou Vixe”. Em minha opinião, deveria ter “Xou Vixe” todos os dias
(risos).
SS – Sua aula certamente é uma das mais divertidas, com direito a
música inclusive. Esse sempre foi o seu estilo?
Itapê
- Sim, mas a musica é mais recente, faz só uns 30
anos (risos). Mas eu gosto muito de dar risada e fazer as pessoas rirem também.
---
Gilberto é bem recebido
na escola pelos alunos
Seu
temperamento calmo e compreensivo permitiu a aproximação e o afeto das pessoas
ao redor
Por
Winnie Vieira, Ana Luiza Mroczinski, Graziela Mesquita e Alana Pereira
Nascido em 29 de maio de 1951 ,
na grande São Paulo, Gilberto Pavanello ingressou logo cedo no mercado de
trabalho, com o desejo de ser jogador de futebol.
Com o sonho em andamento,
Gilberto passou por times como São Paulo, Bragantino e Portuguesa no juvenil,
porém, teve que abandoná-lo para ajudar o pai na transportadora de areia. Teve o
ensino fundamental e o médio completos, mas não concluiu o superior em
administração, porque se casou e abriu sua própria transportadora.
Desse casamento nasceram três
filhos que hoje seguem caminhos diferentes.
Após o divórcio dos pais, um de seus filhos o motivou a vir para São
Carlos, porém, o mesmo se encontra no exterior, enquanto o pai vive um uma
união estável com Rosa, há oito anos.
Com seu jeito de pensar sempre no
próximo, Gilberto já foi treinador de cerca de 150 crianças carentes em São
Paulo, tendo sido responsável pela retirada delas das ruas. Tendo uma bagagem
profissional muito heterogênea, já foi dono de pizzaria, zelador de condomínio,
chefe de um buffet e hoje vive uma nova experiência, inspetor de alunos no
Colégio Interativo, onde interage com jovens de classes sociais diferentes das
que estava acostumado. Algo que ele diz ter-lhe chamando a atenção foi a
educação e a dedicação dos alunos e dos funcionários daqui.
Gilberto ainda sente falta dos
seus Cinquentões (amigos de futebol de SP), mas diz que aqui encontrou a
acolhida que em outros lugares não obteve. Essa receptividade fez com que ele
conquistasse novas amizades, como a de Azuaite e Cleide, diretora do colégio
onde atualmente trabalha. Por conhecer sua personalidade, ela o convidou para fazer
a entrevista para o novo cargo, mesmo não se encaixando em todos os padrões
requisitados.
Com seu temperamento calmo e
compreensivo, Giba conquistou o novo emprego e agora vem conquistando a amizade
dos alunos, como podemos ver nas falas abaixo:
Matheus Rosalis: “Gilberto é um
senhor extrovertido, que vive contando piadas e não tem problema com ninguém,
tenho certeza de que, com o passar do tempo, outros alunos também se apegaram a
ele.”
Ligia Gallassi: “Gil é uma pessoa
simpática, que faz questão de ser amigo dos alunos, de desejar bom dia, além de
ser um funcionário muito atencioso e competente”.
Caio Keven: “O Gilberto é um cara
educado, observador, que gosta muito de conversar, é meio tímido ainda, mas
tenho certeza de que a cada dia que passar ele se soltará e continuará fazendo
amizades, assim como fez comigo e com meus amigos”.
Uma lição que ele leva para si e transmite para
os alunos é que “Aprender a viver é a soma de todos os momentos bons e maus
vividos, a partir do momento que passamos a nos policiar para uma vida melhor.”
---
Entrevista com o Professor Alex Turci
Nós, Bruna Capelletti,
Letícia Prequero, Luana Oiko e Thays Gasparetto, alunas da 2° série B do Ensino
Médio, entrevistamos no dia 29 de fevereiro, em nome do blog “Segundo os
Segundos”, Alex Neriz Turci (37), professor de História, Filosofia e Sociologia
do Curso e Colégio Interativo. Alex é casado e tem uma filha de quase um ano de
idade.
Ele é nativo de
Curitiba e tem graduação e doutorado em Ciências Sociais e especialização em História
e Filosofia. Essa é a sua chance de desvendar os mistérios que existem por trás
deste sério homem.
Livro
favorito: “Ideologia alemã” (Marx) e “História da
riqueza do homem” (Leo Huberman)
Filme
favorito: “Sétimo selo” (Bengt Ekerot)
Hobbies:
ler, assistir música ao vivo e cozinhar.
SS
- Você tem preferência por alguma das matérias que você ministra (História, Sociologia
e Filosofia)?
Alex
- Na verdade eu sempre procuro fazer uma relação entre as três, eu não consigo
dar uma aula de História sem em algum momento relacioná-la com a Filosofia ou com
a Sociologia, e assim acontece com todas. Sou um professor de Humanidades,
então eu acho que é interessante mostrar na sala de aula que é possível fazer sempre
essa relação.
SS
- Os alunos do Interativo gostam muito daqui porque é certo que quem entra no
colégio, costuma ficar até o fim dos estudos. O que, para você, a escola tem
que chama a atenção dos alunos?
Alex
- A
escola traz uma cultura desde o início. Aqui, todos procuram criar um vínculo
com os alunos, a escola busca ser uma família. Os professores mantêm uma
relação de amizade dentro e fora da sala de aula. Estamos sempre dispostos a
atendê-los, acredito que essa seja a base.
SS
- Se você fosse diretor da escola, você mudaria algo na estrutura física do colégio?
Alex
- Eu mudaria a sala de aula, porque o que vemos sempre são as carteiras, a
lousa, algumas têm o projetor, o que é necessário, claro. Porém, eu pintaria a
sala de outra maneira ou colocaria quadros pra dar uma ideia de pintores e, dessa
forma, talvez fizesse as salas em “diferentes épocas”. Eu tentaria colocar uma prateleira com livros
voltados à cultura. Faria um ambiente diferente, já que os alunos passam boa
parte do dia dentro das salas.
SS
- Sabendo que é você quem ministra o Cine Interativo, gostaríamos de saber o
que é que você quer trazer aos alunos através dessa atividade cultural.
Alex
-
A ideia do Cine Interativo, embora dependa da minha disponibilidade, é usar da
linguagem do cinema para fazer uma abordagem diferente sobre determinado tema.
Outra coisa é usar da imagem para enriquecer o debate sobre o tema que o filme
traz.
SS
- Você é um professor sério, que não permite piadas na sala de aula e, por
isso, alguns alunos o temem. Como se sente em relação a isso?
Alex
- Eu tento deixar claro o seguinte: essa é a minha postura. Eu acho que a sala
de aula é um espaço para debates, discussão e liberdade de ideias. Eu considero
que quando estou na aula discutindo algo, aquilo é muito importante, é de uma
seriedade muito grande. Não que as
outras disciplinas não sejam; falo da minha postura, que considero válida para
mim dentro da sala de aula, não que não existam momentos que possa haver certa
descontração. Eu só penso que quando o assunto merece seriedade, ele também
merece concentração da parte dos alunos e, muitas vezes, uma brincadeira ou uma
piada acaba tirando esse foco.
SS
- Na sua época de aluno, aos seus 15 anos em média, como você se portava? Você
tirava boas notas?
Alex
- Eu
era um bom aluno, me portava da maneira como um menino de 15 ou 16 anos na
minha época se portava, evidente que eu era alguém que gostava de participar, gostava
muito de determinadas coisas da escola, como atividades, grêmio estudantil etc.
E o momento de aula, para mim, era importante para agregar alguma coisa que
queria fazer.
SS
- Ser professor estava nos seus planos?
Alex
- Sim, sempre esteve. Eu queria dar aula em escolas ou dentro da própria
universidade.
SS
- A gente está passando por um período em que se ouve falar muito em
aquecimento global, efeito estufa e desperdício. Você acha que a escola deveria
incentivar mais a preservação do meio ambiente?
Alex
-
Toda e qualquer forma de ajudar na questão ambiental é válida. Ações como aulas
sobre conservação do meio ambiente, por exemplo. Acho que seria importante
discutir a questão sobre o consumo consciente, porque muitas das coisas que a
gente compra não são necessárias e à medida que a gente consome com consciência,
acaba diminuindo também a utilização desses recursos e descarta muita coisa. A
questão do desperdício de água poderia ser mais discutida também, como a
preservação dos mananciais.
SS
- Você acha que a estrutura física do colégio poderia mudar para ser algo mais
sustentável ou é um recurso muito caro para a escola?
Alex
- Bom,
isso já não é da minha alçada, para dar uma resposta mais completa eu
precisaria ter uma noção da questão financeira da escola. Esse não é o meu
papel, mesmo porque sabemos que esse tipo de tecnologia é algo muito caro.
Tanto que vemos por aí prédios ecologicamente corretos que guardam a água da
chuva, por exemplo, mas são prédios onde os apartamentos são muito caros.
Existem formas mais baratas de aproveitar o que a natureza oferece de uma
maneira mais sustentável, como a questão da incidência da luz, mas isso vai depender
da localização da escola, de prédios que não atrapalhem etc.
SS
- Com o avanço tecnológico, tudo indica que futuramente os alunos brasileiros não
vão mais utilizar cadernos em sala de aula. O que você acha do uso de aparelhos
eletrônicos na sala de aula (como notebook, tablet, Iphone)?
Alex
- Eu acho isso muito legal, até o ponto em que todos possam ter e usufruir honestamente
disso dentro da dinâmica da sala de aula, quero dizer, se um tem um celular e o
outro não, de nada adianta. E se todos têm, mas o aluno usa o celular para
atualizar o perfil do Facebook, não é adequado, não dentro da sala de aula.
Isso, em minha opinião, é subutilizar a tecnologia. Computador, tablet, seria
ótimo se todos tivessem. Sou a favor disso desde que todos tenham. Até a
questão do meio ambiente, isso eliminaria grande parte do papel gasto e a
escola disponibilizaria um material virtual. Essa é uma realidade, é uma
mudança e as escolas vão se adaptando, é uma coisa que logo vai acabar
acontecendo.
SS
- Recentemente foi aprovada a lei que diz que a Filosofia e a Sociologia devem
estar inclusas na grade escolar do Ensino Médio. Em sua opinião, isso melhora o
ensino?
Alex
– Amplia.
Essas matérias abrem aos alunos mais possibilidades. A Filosofia e a Sociologia
permitem uma discussão que determinadas disciplinas não podem realizar, não
porque não querem, mas porque não é da alçada, da competência daquela
disciplina. Eu acho que o papel da Filosofia e da Sociologia muitas vezes é
abrir o leque e mostrar uma nova forma de olhar para as coisas.
SS
- Você tem alguma crítica a nossa sociedade?
Alex
-
Sim, sou muito crítico. Eu acho que a nossa sociedade supervaloriza coisas que
eu considero superficiais e que subestimam coisas que eu considero mais
importantes. Muitas vezes, a gente dá muito mais valor a coisas materiais, por exemplo.
Outra coisa que eu critico é o imediatismo, tudo tem que ser para agora. É
evidente que estamos num processo tecnológico, mas parece que não conseguimos
dar conta de tudo, parece que não paramos, vivemos correndo. Em algum momento
precisamos parar e refletir sobre os acontecimentos.
SS
- Na sua aula de Filosofia, você diz o que os filósofos pensavam e nunca diz se
você concorda ou não. Você é contra o professor expressar sua opinião na aula?
Alex
- Tento mostrar o pensamento do filósofo em questão. Não misturo meus
pensamentos e modos ideais com os da matéria; acredito que estão lá para
aprender sobre os recursos e modelos que aconteceram no passado e a partir daí
formarem seus próprios conceitos de vida.
SS
- Tem algum pensador que o inspire ou que você goste?
Alex
- A
minha formação é marxista, mas eu não sou o que chamam de marxista ortodoxo, eu
tenho algumas afinidades com alguns elementos marxistas, e de outros pensadores
também como Sartre, Adorno, Eric Hobsbawm.
SS
- Conversando com o pessoal aqui na escola, descobrimos que o nome da sua filha
é Valentina, você se importa em contar de onde surgiu esse nome?
Alex
- Além
do fato da minha esposa gostar desse nome, ele tem um histórico de rainhas, tem
Valentina na Áustria, na Espanha, é um nome que faz referência à força e à
sabedoria.
SS
– Tem alguma escola que você julga ideal pra sua filha?
Alex
- Eu
acho que ainda é muito cedo para isso. Com oito meses, a escola ideal para ela
sou eu.
SS
- Todos os anos o Interativo tem um grande número de aprovações em faculdades
públicas. Você acha que a escola poderia se esforçar mais nesse aspecto ou já
faz o possível?
Alex
-
Acho que sempre dá para fazer algo mais, mas dentro do possível, claro. Eu acho
que uma mudança no material é algo legal, porém complexo, não é uma coisa que a
gente decide no fim do ano. Eu que estou aqui quase desde que a escola surgiu,
vi mudar muita coisa e sempre para melhor, na estrutura física, nos materiais,
é uma escola onde eu me sinto bem trabalhando, tanto que eu já tive a
oportunidade de sair, de mudar, de diminuir a carga horária, mas não o fiz.
SS
- E o que você achou do material do terceiro colegial?
Alex
- Eu
acho que é um material que está bem atualizado. A teoria é sempre a mesma, em
quase todos os materiais didáticos as teorias são parecidas, porque se trata do
mesmo assunto, os exercícios é que mudaram, foram atualizados.
SS
- O modo de correção dos vestibulares vem sofrendo algumas alterações, a área
de Exatas era mais decisiva e hoje se dá mais espaço para a área de Humanas.
Isso tem sido bom ou ainda são os cálculos que decidem a aprovação?
Alex
- Quem
foi o grande responsável por isso foi o Enem. Em relação à forma como a prova
foi sendo elaborada desde 98 quando o Enem começou, a questão da interpretação acabou
que forçando os vestibulares a se alterarem e a área de Humanas hoje é mais
valorizada. Isso está até refletindo na questão das correções, como vocês
comentaram, ou mesmo na questão de materiais e até na valorização de
professores da área de Humanidades.
SS
- Ao prestarem o vestibular, muitos alunos ficam nervosos, até porque esta é uma
prova decisiva e sabemos que a tensão pode atrapalhar. Você pode dar uma dica
para estes alunos mais apreensivos?
Alex - A grande inimiga é justamente essa tensão toda que vem de todos os lugares. É um turbilhão de coisas, escola, amigos, família. Acho que é o momento de você ser o mais calmo possível. Uma coisa que sempre coloco é não começar o terceiro colegial com muita sede, querendo abraçar o mundo, é preciso ir devagar, aos poucos.
Alex - A grande inimiga é justamente essa tensão toda que vem de todos os lugares. É um turbilhão de coisas, escola, amigos, família. Acho que é o momento de você ser o mais calmo possível. Uma coisa que sempre coloco é não começar o terceiro colegial com muita sede, querendo abraçar o mundo, é preciso ir devagar, aos poucos.
SS
- Como você consegue conciliar tantas coisas em tão pouco tempo de vida? Agora
com a filha pequena, sua vida deve ter se agitado bastante.
Alex
- Muda,
é evidente que muda, eu procurei diminuir algumas coisas que fazia antes,
diminuir o número de aulas. No caso das palestras, avalio bem o convite, as
datas, se são boas ou não, não levo em conta só a questão financeira, eu gosto
de conversar, então se há um convite e eu tenho condições de ir, acabo
aceitando. Porém, minha filha, de fato, me fez reorganizar algumas prioridades,
não deixando de lado, mas diminuindo certas coisas.
SS
- Por que você não dirige?
Alex
- Porque
não gosto. Nunca gostei, nunca tive isso como prioridade em minha vida.
SS
- Qual seu maior medo?
Alex
- Meu
maior medo é de que as pessoas não percebam o quanto é bom viver e conviver com
os outros, meu maior medo é que nos distanciemos de tal maneira que essa coisa
de conviver com o outro não seja mais necessária.
...
Entrevista
com o Professor PG
Por
Daniela Noschang, Fernando Fernandes, Mayra Bonilha e Vinícius Gregório
Entrevistamos
Pedro Guilherme Orzari Bombonato, de 23 anos, mais conhecido como “PG”, professor
de Língua Portuguesa do Curso e Colégio Interativo de São Carlos. Natural de
Araras-SP, ele se formou em Letras pela Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) em 2010, e atualmente cursa o segundo ano do mestrado em Linguística. Ele conversou
conosco sobre uma das mais importantes instituições sociais, a escola.
Blog: O que o levou a
se tornar professor?
PG:
Eu acho que a profissão de professor, apesar de desgastante, é bem gratificante.
É até um clichê falar isso, mas é muito bom você poder ensinar algo, e melhor
ainda, poder aprender com os alunos. Eu penso que eu aprendo sempre ensinando,
e, aliás, em francês, a palavra que se utiliza para “ensinar” (“apprendre”), é a
mesma que se utiliza para “aprender”. Isso é o que me cativa muito nessa
profissão.
Blog: Você se baseia no ensino que
teve ainda como criança em formação, para construir o seu método de ensino?
PG:
Eu acho que me baseio um pouquinho, mesmo porque não tem como você se
desvencilhar do seu ensino e de sua base. Todo professor acaba se baseando um
pouco nas experiências que teve, e vai agregando a essas experiências novos
valores, novas perspectivas que se aprendem na faculdade. Por exemplo, temos
disciplinas didáticas, disciplinas de educação e sociedade, que são matérias
que nos preparam para atuar diante de novas situações, para que não se utilizem
como base apenas as experiências pessoais. E é claro, a cada dia temos que nos
reinventar.
Blog: Como você consegue
compreender que um aluno tem dificuldade em sua matéria ou em sua aula?
PG:
Eu acho que essa percepção vem com o tempo, e eu me considero um professor pouco
experiente. No meu caso, nas matérias de Língua Portuguesa ou Redação, nós
conseguimos perceber à medida que o olhar vai ficando mais maduro na leitura
dos textos dos alunos. Essa maturidade vem quando você começa a ler mais textos
de alunos e a entrar mais nesse mundo. Só com o texto você consegue perceber
onde o aluno está precisando de um ajuda, precisando aprimorar a escrita. O
texto escrito nos dá uma boa base.
Blog: No fim, sua profissão vale a
pena?
PG:
Com certeza vale a pena. Pelos resultados que aparecem. Ver que a escrita de um
aluno, assim como seu potencial de argumentação, por exemplo, melhorou, e que
ele avançou em determinados quesitos é muito gratificante. Mais do que ver um
aluno tirar uma nota boa. Notas, muitas vezes, não dizem muita coisa. É muito
mais importante ver que ele realmente aprendeu e que, ainda que tenha tirado
uma nota baixa, conseguiu algum avanço ao longo do semestre ou do ano.
...
Terror nas Alturas
Depois da tragédia, fica a dúvida, o Interativo irá ou não para o Hopi Hari neste ano?
Por Carol Semenzato, Gabriela Pane, Samara Schultz e Vinicius Corrêa
Uma adolescente de 14 anos morreu depois de cair de um brinquedo no parque de diversões “Hopi Hari”, em Vinhedo, interior de São Paulo, na manhã de sexta-feira, dia 24 de fevereiro deste ano.
A menina estava no brinquedo conhecido como “A Torre Eiffel”, um elevador de 69 metros de altura, que equivale a um prédio de 23 andares.
Como todo ano o Colégio Interativo promove uma viagem ao “Hopi Hari”, com toda essa polêmica, fica a pergunta: a escola organizará ou não a viagem para o Hopi Hari neste ano? “Não resolvemos essa situação ainda, pois estamos pensando na insegurança dos nossos alunos e dos pais. Se formos para o parque, para não nos divertimos, não irá ter sentido de ir.” – diz Vânia Siqueira, coordenadora pedagógica do colégio. “Iremos pensar em passeios alternativos, mas ainda pensaremos no lugar” – complementa a coordenadora.



eae eu tb estudo no interativo :)
ResponderExcluirsou do 9 ano
Allan Garcia Ferreira
se quiserem ajuda com o template do blog, pedem me pedir, olha um que editei e coloquei no meu blog
http://omundo201.blogspot.com.br/
:)
se quiser me adicionar no skype: allangarciaferreira
Gostei muito da entrevista com o PG! O pessoal está de parabéns, sério mesmo, as perguntas foram simples e claras!
ResponderExcluirPoxa, a entrevista com o Alex ficou demais também, matou muitas curiosidades minhas! Meninas, vocês foram ótimas!
Show!!! Adorei as entrevistas...muito proveitosas e interessantes! Bem conduzidas e contextualizads... o Blog está arrebentando!! Show!!! Parabéns!! Marião.
ResponderExcluirParabéns! Muito bom conhecer um pouco mais sobre os professores e saber o que eles pensam da escola, da sociedade etc. Mas agora fica a duvida: vamos ou não ao hopi hari??
ResponderExcluirMuito Boa a entrevista , Tem pontos Legais e curiosidades que talvez a gente nem imagine do Senhor Alex ... Muito Bom (Y)/ A Noticia do Hapi Hari também é bem criativa ,Vivenciando acontecimento fora do Do colégio que nos influencia, Bem maneiro .
ResponderExcluirAs entrevistas ficaram ótimas! Adorei.
ResponderExcluirAdorei a entrevista com o Alex, ficou ótima!
ResponderExcluirMuito boa as entrevista. Bem legal poder conhecer um pouco mais sobre os professores
ResponderExcluiradorei as entrevistas, é ótimo saber um pouco mais sobre os professores e seus pensamentos. adorei.
ResponderExcluiraos cara puxando o saco deo pg aehuaehaeuheah
ResponderExcluirficaram muito boas ! a do alex é bem surpreendente!
Muito bom
ResponderExcluirprincipalmente a do Alex
Gostei muito das entrevistas, e com elas conseguimos conhecer outras coisas sobre os professores, mostrando lados diferentes, e suas opiniões!
ResponderExcluirAchei muito interessante,e uma iniciativa muito diferente, que nos faz conhecer muito mais os professores, nos dando a oportunidade de saber coisas diferentes sobre ele!
ResponderExcluirAs entrevistas ficaram muito boas!! é bom conhecer um pouco mais sobre nossos professores, afinal passamos grande parte do dia com eles. A noticia do hopi hari também ficou ótima.
ResponderExcluirUma boa ideia seria irmos para o Playcenter, no lugar do Hopi Hari esse ano, já que nunca fomos pra lá com a escola e os brinquedos são parecidos com os do Hopi Hari
ResponderExcluirAmei a entrevista com o Itapê! Já tinha muita admiração por ele antes, agora mais ainda!
ResponderExcluirAdorei saber mais sobre o Gilberto, o grupo está de parabéns.
ResponderExcluirGostei muito da entrevista com o Itapê, muito bem estruturada e interessante! Parabéns ao grupo.
ResponderExcluirgostei muito da entrevista do Itapê! meninas meus parabéns achei simples e objetiva, além de terem feito uma excelente escolha para entrevistarem! adoro o Itapê.
ResponderExcluirsem falar no nosso grupo com o Alex: bora meninas arrebentamos hahaha
muito boas as entrevistas, interessantes e bem criativas. Parabéns para todos.
ResponderExcluirLegal os textos sobre a gincana, além das entrevistas serem muito boas também! Parabéns a todos pelo empenho e pela importância que está sendo dada ao blog =D
ResponderExcluirAdoreii as reportagens sobre a gincana, já que é um evento que será vivenciado arduamente por nós semana que vem. SHOW DE BOLA a entrevista com o professor Alex, foi uma maneira de conhece-lo melhor, já que ele é tao reservado em sala de aula!>.<
ResponderExcluir